28 de fevereiro de 2017

Segundo a OMS o Brasil tem a maior taxa de transtornos de ansiedade no mundo: E agora ?

Por Tatiane Sanches Besenbruch
Em Fevereiro de 2017 a Organização Mundial da Saúde publicou que o Brasil é o país com mais casos de transtornos ansiosos no mundo

Imagem: Ilustração – Segundo a OMS o Brasil tem a maior taxa de transtornos de ansiedade no mundo: E agora ?

Na última semana os números em relação a saúde mental no Brasil assustaram! Segundo a Organização Mundial da Saúde o Brasil tem a maior taxa de pessoas com algum transtorno de ansiedade quando comparado a média mundial (fevereiro 2017). Quando falamos em depressão houve uma crescente de 18 % nos últimos dez anos.

Trata-se de uma questão de saúde pública, portanto, o Estado deve pensar em políticas públicas para minimizar essa questão. Transtornos de ansiedade e depressão estão entre as patologias que mais invalidam. Estima-se que os custos com saúde em relação a estes transtornos ocupam 50% de todo o gasto com a saúde no mundo. Vale lembrar que a depressão é uma doença crônica o que agrava mais ainda com esse crescimento desenfreado.

O Brasil não está preparado para custear este tratamento, mesmo por que não há profissional para tanto, estima-se que temos 2 psicólogos para 100 mil habitantes.

Os custos indiretos acarretados por estes transtornos são imensuráveis, tanto pelo absenteísmo, como também pela diminuição da produtividade das pessoas acometidas. Existem dados que 60% das dificuldades escolares estão ligadas aos transtornos de ansiedade ou depressão.

Diante deste cenário a maior intervenção deve ser a prevenção. É difícil dizer por que nossos números estão crescendo desta maneira, sabemos que questões sociais, alimentação, desigualdade, estilo de vida nos grandes centros, sedentarismo são fatores de risco.

Buscar fortalecer a população para lidar com as adversidades, pode dar uma barrada nesta crescente. Políticas públicas que visam a formação de um povo resiliente, aliada com a diminuição da desigualdade, informação sobre hábitos alimentares e de vida saudável são primordiais.

Certamente a prevenção é a melhor opção, fatalmente custará menos aos cofres públicos e auxiliará nosso país a crescer novamente.

Já nós enquanto indivíduos devemos olhar para nossa saúde mental no mínimo da mesma maneira que olhamos para nossa saúde física. Vamos começar a pensar nisso?

 Tatiane S. Besenbruch
Facilitadora inteligência emocional
                    Coach e at
Comportamento Cotidiano Saúde
23 de fevereiro de 2017

Psicoterapia em grupo o que você pensa sobre o assunto?

Por Rose Guedes
terapia de grupo, terapia cognitiva, rose guedes, TCCG

Imagem: Ilustração Psicoterapia em grupo o que você pensa sobre o assunto?

Estive na última semana em uma imersão de novos conhecimentos sobre Terapia Cognitiva comportamental, no Laboratório de Pesquisa e Intervenção  Cognitivo Comportamental (Lapicc), na USP Ribeirão Preto. E mais uma vez tive a certeza de quanto o trabalho com grupos terapêuticos se faz necessários em nosso momento atual, e o quanto é mais eficaz do que terapia individual para muitos casos.

Em Terapia Cognitiva Comportamental, a terapia grupal ou TCCG como é chamada parte do princípio que o grupo é um sistema, ou seja, um sistema que distribui técnicas especificas com objetivos específicos, para alcançar remissão de sintomas específicos. Com isso percebemos o quando ela é clara e demostra a que veio… temos uma cultura distorcida do assunto, pois onde temos um trabalho baseados em evidencias com grupos devidamente selecionados os objetivos serão alcançados.

Para que isso aconteça os grupos precisam ser homogêneos, de objetivos não de demandas diagnósticas, ou seja, se o objetivo for trabalhar obesidade e as comorbidades não forem fatores de risco para o grupo, onde no caso a homogeneidade é a obesidade, ok?  Para isso as pessoas devem sentir-se pertencendo ao grupo e com um nível cognitivo homogêneo.

Os grupos em TCCG podem ser: de apoio, de psicoeducação, Orientação/treinamentos e os terapêuticos

Claramente percebe-se que na maioria das modalidades de TCCG, os grupos apresentam sintomatologias e metas comuns, caracterizando certa homogeneidade na composição dos grupos, o tratamento a partir desse modelo de intervenção proporciona não só uma remissão temporária de sintomas como também, a manutenção em longo prazo da melhora alcançada. Isto porque cada componente do grupo aprende a modificar seus pensamentos disfuncionais, sentindo-se melhor emocionalmente e, assim, comportando-se de maneira mais produtiva na busca de suas metas de vida.

Dessa forma os grupos em TCCG, precisam responder questões básicas como: para quem serve? E para que serve?

O Instituto Flow Ir esta aqui para isso, responder essas questões, teremos grupos específicos para demandas específicas… fiquem atentos!!!

Bem Estar Flow Indo
21 de fevereiro de 2017

Ansiedade escolar: Como ajudar meu filho ?

Por Érica Panzani
Saiba como ajudar seu filho contra a ansiedade escolar. Veja as dicas da psicóloga Érica Panzani

Imagem: Ilustração – Ansiedade escolar: Como ajudar meu filho ?

Todos nós experimentamos ansiedade.  No entanto, ao experimentarmos um pouco de estresse em nossas vidas sentiremos mais ansiosos. Em crianças e adolescentes é bem comum que um desses eventos estressantes seja a escola, existindo assim, muitas causas de ansiedade escolar. As crianças e adolescentes que apresentam esse quadro podem sentir-se forçadas a irem para a escola por um período de cinco dias, uma semana, nove meses ou até um ano fora da escola. Quando se sentem forçadas em irem à escola em uma base diária tornam-se ansiosas. Eles têm que lidar com as manifestações físicas e mentais da ansiedade, que são desconfortáveis, até mesmo angustiante às vezes. Ansiedade é um aspecto normal da vida e do ser humano, tendo um lado positivo. Como ter um entusiasmo para a vida, para ir atrás de sonhos, para estar mentalmente alerta e atingir metas, a ansiedade é uma das forças motrizes que podem ajudar. Embora essa adrenalina seja necessária para alcançar o melhor de si mesmo, a ansiedade precisa ser canalizada para uso positivo. Para isso, é necessário entendermos a diferença de medo e ansiedade.

As palavras medo e ansiedade são frequentemente usadas indistintamente, mas têm significados diferentes. O medo é algo externo, específico e definível. A ansiedade, por outro lado, é inespecífica. Não há nenhum perigo real ameaçando o corpo. Torna-se um problema quando a dor emocional causa sofrimento e consequentemente perturba a capacidade do seu filho de funcionar bem na escola e na vida diária. Quando a ansiedade se torna grave e crônica é chamado de transtorno. Se seu filho tem ansiedade severa ao ir à escola, será limitado em cada área do desenvolvimento em sua vida por causa da intensidade dos sentimentos e dos sintomas.

A ansiedade escolar está sendo usada como um termo amplo nos últimos tempos. Refere-se, em parte, aos problemas de origem que as crianças e os adolescentes trazem para a escola, incluindo o transtorno de ansiedade, dificuldades de aprendizagem, ou lidar com questões familiares, como divórcio dos pais ou trauma na infância. No entanto, o ambiente escolar pode ser um lugar problemático também, com a ênfase na avaliação, necessidade de desempenhar bem em sala de aula e nos testes. Outros fatores como relações interpessoais, pressão dos colegas, ser intimidado, ou não se dar bem com um professor podem contribuir para esse quadro.

Como ajudar?

  1. Ajudar seu filho a reconhecer suas emoções.
  2. Tranquilize e conforte seu filho. Deixe-o saber que você está lá para ajudá-lo. Demostre que ele não está sozinho.
  3. Nunca zombar, ridicularizar, gritar, punir ou rebaixar seu filho por causa de seus medos. Não permita que membros da família ou outros adultos também o façam. Incentive sempre seu filho a vir a você com todas as preocupações ou medos que possa ter.
  4. Esteja ciente de sua própria ansiedade. Se você mostrar como você está chateado sobre o que está acontecendo, você aumentará sua ansiedade. Acredite na capacidade do seu filho de superar a ansiedade e ter sucesso e deixe seu filho saber que você acredita nele.
  5. Entre em contato com a escola de seu filho para ver se algo está acontecendo.
  6. Converse com seu filho sem raiva sobre por que ele deve ir para a escola – para aprender, fazer amigos, ser uma regra da casa, assim por diante.
  7. Peça ao seu filho para fazer perguntas sobre o problema. Ou procurar um profissional para ajuda-lo a passar por esse momento. Ajudando que ele se sinta mais no controle da situação e ajude a construir sua confiança.
  8. Faça um balanço da sua rotina matinal. A ansiedade pode aumentar com a tensão, apressando-se, gritando. É importante fazer alterações que reduzam o estresse.
  9. Ao procurar um profissional da área de saúde mental ajudará toda a família a lidar de forma mais habilidosa com o problema e a fazer a gestão de vida do seu filho. Aprendendo a desarmar a ansiedade usando técnicas para relaxar assim como outras habilidades interpessoais, regulação emocional e manejo do estresse.
Bem Estar
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