08 de dezembro de 2016

Meu filho vai repetir de ano e agora?

Por Rose Guedes

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Imagem: Ilustração Meu filho vai repetir de ano e agora?

Por que os pais tratam a notícia do filho repetir de ano como uma catástrofe?

Pais de plantão,  o mais importante é passar de ano?

Gente! um ano passa muito rápido, por que a reprovação costuma provocar reações tão extravagantes? A vida escolar é longa, cheia de desafios, e por que nossa cultura rejeita qualquer tropeço nessa caminhada?

Repetir de ano é uma consequência de vários comportamentos, inclusive dos pais. É um momento difícil e não é para ser comemorado, mas refazer o que não foi bem feito deveria ser assimilado como parte do processo da vida. Somos humanos e as vezes precisamos refazer e corrigir erros ao longo da vida, inclusive profissional, sem que isso signifique um grande fracasso. Os pais precisam tomar cuidado para não fazer da reprovação uma experiência ainda mais dolorosa para as crianças,  pois por si só já é uma punição, pensem bem andem de dar algum castigo.

É visível que para os pais a reprovação na escola desperta sentimentos de raiva, frustração, fracasso, vergonha e outros perante amigos, parentes. Para minimizar esses sentimentos os pais precisam abstrair o julgamento social sobre eles e a criança, assim conseguem não ligar para o que os outros pensam e com isso têm uma oportunidade muito maior de superar o problema e ajudar a criança nessa situação.

Sabemos dos sentimentos que geram nos pais na criança repetir o ano, porém deve ser encarado como uma possibilidade de colocar as coisas no lugar. É uma oportunidade para a família avaliar os vários fatores que contribuíram para o ocorrido.

A reprovação pode ser um resultado da imaturidade da criança para aquela série, da inadequação da escola, ou até da falta de organização da vida para favorecer o processo de aprendizagem, como por exemplo uma rotina saudável para comer dormir e fazer as tarefas. Situações que cabe aos pais organizar.

O que precisa ficar claro para os pais é que são múltiplos os fatores que levam a esse resultado. Quando acontece de os pais receberem a notícia de que o filho está para repetir com espanto fica evidente de que a criança não foi acompanhada como deveria ao longo do ano. Todos os envolvidos deveriam estar atentos.

Quando as dificuldades no aprendizado são detectadas e trabalhadas ao longo do ano, a criança está mais preparada para entender que terá de refazer porque não conseguiu aprender o que era necessário. E os pais não verão o filho somente como um incompetente, estarão cientes e prontos a compreender e aceitar as limitações da criança.

A criança precisa ser acompanhada o ano inteiro, mas é comum a família ficar omissa e depois culpar a criança.

Pais e responsáveis não estejam sozinhos nesse momento procure ajuda de um profissional da psicologia para orienta-lo, e lembre-se “a criança nunca fracassa sozinha”.

ROSE GUEDES
PSICÓLOGA CLÍNICA – CRP 06/11210-8
TERAPÊUTICA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
RESP. TÉCNICA: INSTITUTO FLOW IR

Bem Estar Comportamento Saúde
06 de dezembro de 2016

Você sabia que existe um programa para te ajudar a ser resiliente?

Por Tatiane Sanches Besenbruch
O bambu é forte, duro para quebrar, mas ainda sim possui uma flexibilidade. A resiliência é isso, nos torna fortes nã rígidos

Imagem: Ilustração – Você sabia que existe um programa para te ajudar a ser resiliente?

Ser adulto não é uma tarefa fácil, engana-se aqueles que acham que na fase adulta já passamos pelos maiores conflitos que nossa vida poderia originar.

É comum termos dúvidas entre casar ou terminar com um namorado de anos; trocar de empresa ou até mesmo de carreira; Ter filhos ou não ter; como viver sem eles quando se casaram; Como superar dificuldades financeiras e a perdas dos nossos entes mais queridos e amados… Ufa!

Desafios e conflitos que passamos na idade adulta gerando por vezes sofrimento podem ser solucionados de maneira mais branda gerando menores sofrimentos se desenvolvermos habilidades que nos auxiliem na resolução do mesmo.

Atualmente muito se fala na resiliência que é a capacidade da pessoa lidar com estressores, retomando normalmente sua vida sem nenhuma consequência. Leia mais sobre resiliência aqui.

Habilidades como atenção positiva, construção de rede de apoio, autorregulação emocional, reconhecimento de pensamentos disfuncionais, aqueles que não nos ajudam em nada e estratégias para a resolução de conflitos são primordiais para nosso desenvolvimento enquanto ser humano.

Quando falamos nessas habilidades, e na construção de resiliência estamos falando basicamente do que muitos chamam de inteligência emocional. Mas afinal como adquirir essa inteligência. Já nascemos com ela?

Conforme citamos a construção da resiliência se dá a partir de várias habilidades que como tal podem ser dia após dia ampliadas com o conhecimento sobre nossos sentimentos, pensamentos e com técnicas que podemos usar no dia a dia.

O programa Forte não rígido!  Resiliência para adultos, é o programa baseado em evidências mais reconhecido pelo mundo para auxiliar na promoção da resiliência em adultos. Criado a partir do Método Friends (programa para crianças e adolescentes) desenvolvido pela Doutora Paula Barrett na Austrália ele auxilia os adultos a desenvolverem as habilidades que levam a resiliência.

O programa é feito em grupos e pode ser aplicado na clínica, em empresas ou famílias que tenham o interesse no autoconhecimento, ou a se desenvolver de maneira plena. Ter riliência consiste em ser forte, não rígido assim como o bambú.

Se você tem interesse em levar o programa para o grupo de pessoas que convive e ama, busque um facilitador em sua cidade. Com ele você desenvolverá habilidades que faciltam o dia dia te deixando forte, não rígido, o que nos faz seres humanos plenos e felizes.

Tatiane Besenbruch
Acompanhante terapêutico e Coach
Bem Estar Comportamento
01 de dezembro de 2016

Quando a teimosia da criança/adolescente passa a ser patologia?

Por Rose Guedes

Imagem- Ilustração –

Quando a teimosia da criança/adolescente passa a ser patologia?

Quantas vezes vimos crianças apresentando comportamentos de birras e adolescentes discutindo com os pais e ficamos sem entender que comportamentos são esses??
O transtorno opositor desafiador (TOD), está classificado segundo DSM V (Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais 5ª ed) dentro dos transtornos disruptivos e são considerados de difícil diagnóstico, uma vez que crianças e adolescentes, apresentam vários comportamentos em curso de desenvolvimento, incluindo os desafiadores.
Com isso podemos dizer que nem todos os comportamentos apresentados por crianças e adolescentes fora dos “padrões sociais” devem ser considerados com esse diagnóstico. Atenção pais de plantão!! Comportamentos como falar não verdades (mentiras) ou matar aulas, desde que não sejam rotinas não podem ser considerados um transtorno. É importante dizer que crianças disruptivas geram sentimentos negativos muito fortes nos outros, como raiva, frustração e ansiedade.
O TOD apresenta especificamente comportamentos de desobediência, desafio e hostilidade manifestados constantemente com às pessoas que ocupam papéis de autoridade na vida da criança e do adolescente.
Para o diagnóstico podemos observar basicamente 3 categorias de comportamentos: a demora demasiada para responder a uma solicitação de um adulto; a falta de manutenção de uma resposta solicitada, mesmo quando a criança/adolescente tenha respondido à primeira solicitação de maneira imediata, ou a desobediência às normas sociais. Tais comportamentos estão associados a dificuldades comportamentais graves no futuro, incluindo problemas criminais.
Muitas vezes as crianças com transtornos disruptivos são avaliadas como ansiosas, deprimidas e até com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. O TOD é facilmente confundido com TDAH. O TDAH, os transtornos de comunicação e de aprendizagem são comorbidades comuns nos pacientes com diagnóstico de TOD.
No atendimento esses casos existem várias possibilidades, não havendo um modelo. Alguns terapeutas optam pelo trabalho mais cognitivo, enquanto outros optam pelas técnicas mais comportamentais.

Para as crianças, trabalha-se comportamento moral, o amor à pessoa e  forma de relacionamento como pontos importantes que devem estar presentes na sessão. Com os pais, as práticas educativas positivas são necessárias na postura do terapeuta. Além disso, o trabalho com pais/ filhos também deve ser incluído e não apenas o treinamento separado de ambos.

É preciso que o terapeuta faça uma boa avaliação para poder escolher as melhores estratégias para cada caso, bem como que esteja preparado para possíveis dificuldades, resistências e hostilidades, especialmente no início.

ROSE GUEDES
PSICÓLOGA CLÍNICA – CRP 06/11210-8
TERAPÊUTA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
RESP. TÉCNICA: INSTITUTO FLOW IR

Cotidiano
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